quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Conhecendo FMF

Lembro-me da primeira vez que vi “Fazendo meu filme” na prateleira da livraria. Peguei e fui ler o verso na esperança de encontrar a sinopse da história, mas, para minha surpresa, a contra-capa do livro não possuía isso, mas sim o depoimento de três meninas que já haviam lido o livro. Um deles me chamou a atenção porque a garota dizia que cresceu lendo livros que narravam a vida de garotas americanas mas que ler um livro com uma protagonista brasileira era bem melhor.
Acabei não levando o livro aquele dia, pois meus pais me deixaram escolher apenas um e eu estava muito ansiosa para ler o oitavo livro da série “O diário da princesa”.
Após algumas semanas, sem nenhum livro para ler (já havia acabado toda a coleção de “O diário da princesa”), fui a uma livraria com apenas uma idéia de livro na cabeça: aquele que tinha o depoimento das leitoras atrás, o qual eu nem mesmo me lembrava o nome. Procurei, procurei e procurei por toda a loja, mas não o achei de jeito algum. Conversando sobre o livro com meu primo (que era o dono da livraria) acabei descobrindo o nome do livro que tanto procurava: “Fazendo meu filme”. Confesso que fiquei um pouco decepcionada, pois com esse nome, imaginei ser um livro sobre uma adolescente que, a procura de sucesso, resolve gravar um filme. Uma coisa bem entediante. Desisti de encomendá-lo (o que eu iria fazer, já que ele havia se esgotado na loja). 
  
Após mais algum tempo chegou meu aniversário e eu, como boa leitora, pedi de presente para ir à uma livraria escolher um livro. Logo quando cheguei encontrei um que me chamou a atenção pela capa (da cor que eu mais gosto). Quando peguei para dar uma olhada (e ler a sinopse na contra capa como sempre) levei um susto ao constatar que não havia uma sinopse mas sim depoimento de leitoras. Senti um dejavú, mas não me lembrei aonde já tinha visto aquilo. Abri o livro e encontrei na orelha a tão procurada sinopse que dizia que aquele livro era uma espécie de spin off de um outro livro chamado “Fazendo meu filme”. Lembrei-me então de onde tinha reconhecido os tais depoimentos na contra capa. Fiquei na dúvida se deveria ou não levar o livro, porque achei que tinha que ler o tal “Fazendo meu filme” antes dele.  
Com minha mãe me pressionando para escolher logo e sem encontrar mais nada que me agradasse, resolvi levar para casa “Minha vida fora de série”.
Demorei alguns dias até começar a ler, ainda na dúvida se deveria lê-lo sem ter lido antes “Fazendo meu filme”. Pensei que não entenderia nada da história, mas ao ver (ainda na orelha do livro) que “Minha vida fora de série” se passava três anos antes de “Fazendo meu filme” resolvi, finalmente, dar uma chance e embarcar na história.
Terminei dois dias depois sem acreditar. O livro era muito perfeito para ser verdade. E a protagonista, Priscila, era total e completamente parecida comigo. Nunca havia me identificado tanto com uma personagem. E nunca havia me apaixonado tanto por um personagem quanto me apaixonei pelo Rodrigo (fora, é claro, Edward Cullen, de “Crepúsculo”, mas ele não é um garoto “normal”, então não pode ser classificado)!
Tudo o que eu pensava em fazer a partir daí era comprar “Fazendo meu filme”, afinal, ele contava a história três anos depois de "Minha vida fora de série" e eu PRECISAVA saber o que aconteceria com a Pri e o Ro. Talvez FMF me desse alguma pista. Tenho que admitir que esse foi o único o exclusivo motivo por eu ter comprado FMF logo na semana seguinte.
Com a história da Fani tudo foi tão diferente! Eu, com certeza, não tenho quase nada de similar com a personalidade dela (tímida, chorona, dramática...) mas isso não me impediu de amar essa história tanto quanto amei MVFS. Pelo contrário! A Fani é tão diferente de mim que eu lia sem fazer a mínima idéia sobre o que ela faria a seguir. Isso me estimulou, me fez ler sem querer parar, me obrigou a comprar FMF 2 e 3 nos próximos dias e fez com que eu o recomendasse para todas as minhas amigas (a verdade é que eu meio que as obriguei a comprar e ler porque queria ter alguém para conversar comigo sobre a história, mas todas elas adoraram, então não foi um ato tão egoísta assim :-P).
Acabei FMF 3 em março desse ano e tenho que admitir, nunca havia ficado tão ansiosa na vida como fiquei para ler FMF 4! Passei a acompanhar o blog do livro diariamente em busca de datas de lançamento. Quase tive um piripaque por ter que esperar mais alguns meses para tê-lo e depois outro com todas as complicações que tive que enfrentar para conseguir ir no lançamento em Belo Horizonte (mas isso vou deixar para contar em outra oportunidade...).
O que quero dizer aqui hoje é que “Fazendo meu filme” mudou a minha vida. Mudou completamente. Me fez acreditar novamente no que as pessoas me diziam ser mentira: contos de fada. Mostrou-me que todos nós podemos, sim, viver o nosso “conto de fadas moderno”, basta só acreditar. Mostrou-me que para transformar a sua vida em uma história digna de uma super produção da Disney basta acreditar que se é uma princesa de verdade.
Por tudo isso e muito mais, Paula Pimenta, hoje eu só tenho que te agradecer. Agradecer por ter feito uma simples ida à livraria mudar tudo. E saiba que, para mim (e tenho certeza que para a maioria das outras pimentinhas também) você é nosso próprio “Walt Disney brasileiro”. Espero que você continue sempre escrevendo coisas tão maravilhosas e alimentando os sonhos de todas as suas leitoras. E, por todas elas agora, eu falo mais uma vez: MUITO OBRIGADA POR TUDO!
Por: Luiza Villela (@lu_villela1)